Cascavel e outras cobras de peçonha mista
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Cascavel (Crotalus durissus) |
Nomes alternativos: cascavel (português), maracá, mboicininga ou maracabóia (tupi), rattlesnake (inglês), Klapperschlange (alemão), ratelslang (holandês) Comprimento: até 1,50 m. Massa: até 2 quilos (-17), Hábitat: regiões de savana, cerrado, campo, caatinga e deserto da América do Sul e Central (não aparece em pântanos e florestas, nem no litoral) Inteligência Abstrata: -12; Inteligência Concreta: -5; Resistência: -1½; Proteção: 0; Tamanho: -2; Saúde: +2; Mobilidade: -2½; Sentidos: +2 (Olfato: +10; Audição:–; Visão: 0, com Infravisão primitiva e Visão periférica superior); Dificuldade de treinamento: +4. Habilidades: Força: -2½; Combate: +3; Esquiva: +2½; Furtividade: +3; Corrida: +2; Caça: +3. Manobras de combate: Mordida: (+½ / +½); Peçonha mista: +½ |
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Dabóia (Daboia russelii) |
Nomes alternativos: daboia (português e hindi), Russel’s viper ou Chain viper (inglês), Kettenviper (alemão), koriwala (urdu), polonga, tit-polonga ou tik-polonga (cingalês) Comprimento: até 1,50 m. Massa: até 2 quilos (-17), Hábitat: mangues, campos de cultivo e brejos (principalmente moitas) no Sul da Ásia, Taiwan e Indonésia Inteligência Abstrata: -12; Inteligência Concreta: -5; Resistência: -1½; Proteção: 0; Tamanho: -2; Saúde: +2; Mobilidade: -2½; Sentidos: +2 (Olfato: +10; Audição:–; Visão: 0, com Infravisão primitiva e Visão periférica superior); Dificuldade de treinamento: +4. Habilidades: Força: -2½; Combate: +3; Esquiva: +2½; Furtividade: +4; Corrida: +2; Caça: +3. Manobras de combate: Mordida: (+½ / +½); Peçonha mista: +3 |
Características
Cascavel
A característica mais marcante da cascavel é o chocalho na extremidade da cauda, que a cobra faz vibrar, produzindo um som característico. Este dispositivo é o resquício de trocas sucessivas de pele: a cada troca, aumenta um elo do conjunto sonoro. Sua finalidade é advertir animais de grande porte de sua presença, para que não a incomodem. Pode ser reconhecido com um teste de Naturalismo, Zoologia, Herpetologia ou Sobrevivência (no campo) com dificuldade +2.
Habita regiões pedregosas e os componentes de sua peçonha agem especialmente a nível renal e nervoso. Sua alimentação constitui-se de pequenos mamíferos, e, algumas vezes, pássaros. Seus principais predadores naturais são as emas, seriemas, gaviões, corujas, guarás, gambás e a cobra muçurana. Como a maioria das cobras peçonhentas, possui fosseta loreal que lhe permite “ver” no infravermelho.
Dabóia
A dabóia normalmente é letárgica durante o dia e ativa à noite, mas em tempo frio pode ficar ativa de dia. Costuma manter-se na sombra de matos e arbustos, o que a camufla muito bem. Esconde-se em tocas de roedores, cupins, fendas de rochas e montes de folhas. Enrosca-se, silva e pode fazer um som de “raspar” esfregando uma parte do corpo em outra, quando ameaçada.
Caça ratos, camundongos e pássaros. Pica a presa, solta-a e espera que ela fique paralisada para engoli-la. Esta cobra é vivípara e a fêmea dá à luz 20 a 25 filhotes de cada vez. É a cobra mais temida da Índia.
Regras para picadas e tratamento
O Mestre pode decidir que existe risco de uma picada sempre que um personagem fizer algo arriscado como, por exemplo:
– andar em locais que há cobras sem botas de cano alto.
– calçar botas sem verificar se não há cobras (ou aranhas, ou escorpiões) escondidos.
– enfiar as mãos em tocas, troncos ocos, cupinzeiros ou outros locais que possam abrigar animais peçonhentos.
– atender às necessidades fisiológicas em lugares como esses.
– manipular intencionalmente cobras que possam ser peçonhentas (a menos que se seja um especialista treinado – teste de Habilidade em Herpetologia ou Naturalismo com dificuldade +1). Atenção: mesmo serpentes mortas há horas, como também suas cabeças decapitadas. podem, por reflexo, picar e injetar veneno. Presas extraídas voltam a crescer. Depois de usadas, as glândulas de peçonha levam 15 dias para se completarem
O personagem, se estiver atento, tem direito a um teste de Percepção contra a Furtividade da cobra, a menos que mexa com ela deliberadamente (neste caso, é o Combate da cobra contra sua Esquiva). Para sobreviver à picada, é necessário ter sucesso num teste de Saúde (ou da habilidade Imunidade a veneno) quinze minutos depois da mordida. Para determinar o grau de dificuldade do teste, jogue a Peçonha dessa espécie de cobra contra a Resistência da vítima. O teste, sempre com essa mesma dificuldade, precisa ser repetido no dia seguinte e também no terceiro dia, a menos que se consiga sucesso por uma margem de dois graus ou mais. Qualquer falha significa insuficiência renal aguda irreversível e o paciente morre em mais três dias, a menos que passe a ser submetido a diálises constantes; uma falha por mais de dois graus significa morte imediata por asfixia.
As Habilidades Pronto-socorro e Medicina podem ser usadas para se aplicar uma bandagem elástica 5 cm a 10 cm acima da picada no membro atingido (dificuldade 0), o que pode retardar a difusão da peçonha para o resto do corpo até se aplicar outro tratamento, ou para se fazer incisões e sugar o veneno (dificuldade +2), o que pode reduzir em meio grau a dificuldade do teste de sobrevivência.
Ambas essas Habilidades também podem ser usadas para se aplicar soro antiofídico – neste caso, faça o teste com dificuldade +3. Para efeito dos testes de sobrevivência, um tratamento com dez doses (uma a cada 30 minutos) aumenta em um grau a Saúde ou Imunidade a veneno se o soro for do tipo polivalente, dois graus se for específico para a cascavel (soro anticrotálico). Entretanto, este último tipo de soro só podem ser se a espécie puder ser identificada com certeza (teste Zoologia, Herpetologia ou Naturalismo, com dificuldade +3). A eficácia de qualquer tipo de soro cai em meio grau se a primeira aplicação demora mais de seis horas. Por outro lado, a eficiência do tratamento aumenta em um grau se o paciente puder ser internado em uma UTI moderna (Tecnologia 6½ ou melhor), que disponha de equipamento para ventilação artificial e diálise.
Ringal
A ringal é uma cobra “cuspidora” africana. Na realidade, o veneno não é cuspido, mas borrifado com as presas, cujas aberturas são menores e mais próximas da base do que em outras cobras peçonhentas. O borrifo de veneno tem um alcance de 3 metros (grau de Distância 1). Se atingir apenas a pele, não tem efeito, mas se acertar os olhos (que a cobra procura mirar), a vítima precisa fazer um teste imediato de Saúde (ou da habilidade Imunidade a veneno) com dificuldade +4. Se lavar imediatamente os olhos, ficará cega por cinco minutos caso falhe e por apenas dez segundos se for bem-sucedida. Se não puder lavar os olhos, porém, ficará permanentemente cega se falhar (a menos que faça um transplante de córnea), ou cega por cinco minutos se for bem sucedida. Para acertar os olhos da vítima, a cobra usa sua Habilidade Combate (tipicamente +3), mais a Precisão da cuspida (+2, se ela puder apontar) e a dificuldade é, normalmente, +5 (+2 pela distância de 3 m e +3 pelo tamanho da área coberta pelo borrifo).
Sintomas
O veneno misto das cascavéis tem efeitos neurotóxicos – ou seja, ataca o sistema nervoso e provoca paralisia, o que pode matar em questão de horas por asfixia, mas também hemotóxicos, provocando hemorragia e destruição de tecidos, o que pode dificultar o diagnóstico. Isso pode resultar em tratamento não apropriado, principalmente em lugares onde outros tipos de picada são mais comuns.
Além disso, em alguns casos, como o da víbora do Gabão, a picada não provoca dor intensa – a picada pode não ser percebida ou ser confundida com a de um inseto, até que a vítima morre sem receber soro antiofídico. É o caso de certas cascavéis (incluindo a brasileira e a do deserto de Mojave, nos EUA) e da dabóia ou víbora de Russell, encontrada no sul da Ásia.
No Brasil, o único tipo de veneno misto é o crotálico, produzido pela cascavel tropical encontrada nas regiões de campo do Centro, Sul, Nordeste e da Amazônia (mas nunca no interior das florestas) e responde por 18% dos acidentes ofídicos no Brasil.
É considerada principalmente neurotóxica, mas também tem alguns efeitos hemotóxicos. A picada não produz dor marcante, mas o paciente apresenta fraqueza progressiva e rápida, queda das pálpebras (“cara de bêbado”), perturbações visuais até a cegueira, paralisia dos músculos do pescoço (cabeça caída), vômitos, diarréia, cheiro de urina, urina sanguinolenta; pulso fraco e sonolência. Salvo nos casos mais graves, em que ocorre paralisia do sistema respiratório, a morte se deve a insuficiência renal aguda e ocorre em 72% dos casos não tratados e 12% dos tratados com soro antiofídico. Pode ser evitada por tratamento com rim artificial (diálise). Os efeitos da ação neurotóxica desaparecem, sem deixar seqüelas, dentro da primeira semana. A peçonha crotálica (cascavel) é mais tóxica do que a botrópica (jararaca), mas ambas são menos perigosas que a elapídica (coral).
Note que a maioria das espécies norte-americanas de cascavel (com exceção da que vive no deserto do Mojave), possuem peçonha puramente hemotóxica, bem menos perigosa que a da cascavel tropical.
Espécies afins
Estas cobras picam apenas uma vez, a menos que seja perseguidas ou atacadas. O alcance do bote das cobras geralmente equivale à metade do seu comprimento. Todas estas cobras são demasiado lentas para alcançar um ser humano que corra delas, mas muito perigosas.
Serpentes com peçonha mista neurotóxica/hemotóxica
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nome português |
nome inglês |
nome científico |
distribuição |
comprimento máximo (m) |
Peçonha |
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Dabóia ou víbora de Russel |
Russel’s viper |
Daboia russelii |
Sul da Ásia, Taiwan e Indonésia |
1,50 |
+3 |
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Víbora do Gabão (1) |
Gaboon viper |
Bitis gabonica |
África Ocidental e Central |
2,00 |
+2½ |
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Cascavel do Mojave |
Mojave rattlesnake |
Crotalus scutulatus |
Sudoeste dos EUA e México |
1,29 |
+1 |
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Ringal (2) |
Ringhal |
Hemachatus haemachatus |
África do Sul e Moçambique |
1,50 |
+1 |
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Cascavel tropical (brasileira) |
Neotropical rattlesnake |
Crotalus durissus |
América Central e do Sul |
1,50 |
+½ |
(1) Serpente ativa à noite e letárgica durante o dia.
(2) Cospe veneno a até 3 m, geralmente visando os olhos da vítima. Se acerta, isso causa dor intensa, perturbação da visão e, às vezes, cegueira permanente. Depois, tenta picar a vítima
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, como no Brasil real, as cascavéis são encontradas em todas as áreas de campo aberto (principalmente as pedregosas), mas não nas florestas.
Também são encontradas em zoológicos e criadas no Instituto Butantã de Piratininga. Ali se produz o soro antiofídico para seu veneno que pode ser encontrado em hospitais e postos de saúde das zonas rurais infestadas, disponível para tratamento gratuito a qualquer cidadão do Império que dele necessite. O soro pode ser adquirido para ser levado por exploradores, em forma liofilizada (em pó), a um preço em torno de 3$000 a dose (são necessárias dez doses, em média, para um tratamento completo – 30$000, dificuldade de aquisição 5). Os seguintes tipos são eficazes contra o veneno da cascavel:
Outros tipos de soro estão disponíveis nos vice-reinos imperiais na África e Ásia, onde são encontrados outros gêneros de serpentes com venenos neurotóxicos.
Atlântida
No universo de Atlântida, há espécies de serpentes com venenos mistos. Não há soros antiofídicos, mas as picadas de cobra podem ser tratadas com magia e poderes psíquicos.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, as cobras peçonhentas continuam existindo na Terra com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500, mas os novihumanos tornaram-se imunes às suas peçonhas.